Mudanças / Filhos


Quando a gente é mãe, tudo muda. Muda o corpo, muda a cabeça, mudam as relações, muda a percepção do mundo. E muda pelo fato de se ter, a partir de então, um serzinho completamente dependente dos seus cuidados – pelo menos por ora.
As sensações de onipotência e fragilidade total se entrelaçam e a gente fica oscilando entre mulher maravilha e gata borralheira em espaços curtos de tempo. E haja paciência – nossa e dos que nos cercam – para aguentar esse turbilhão de emoções.
Tem hora que dá vontade de parar o mundo e descer, mas tem hora que só dá vontade de lamber a cria.
E assim é uma mãe: equilibrista dos próprios pratos.

Flávia Gobbi
Colunista convidada

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